sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Mandala

MANDALA



Quero derrubar todas as mandalas humanas e queimar todas as falsas iconografias profanas,
Porque afinal apenas há uma mandala,
Realizada por deus em meu ser que não se cala...
Esta união do divino no humano,
Este círculo que funde a metafisica e o fenómeno
A física e o nómeno,
O transcendente e imanente,
A carne e o espírito,
O coração e a mente,
A treva e a luz,
O abraço gregário e a solidão da cruz,,,


É afinal uma mandala exclusiva,
Pintada por deus de forma indelével,
E gritada em todas as línguas-mudas para exprimir o inefável,,,
Esta mandala é representação simbólica dos anseios instintivos no Inconsciente colectivo,
Encarnação de todos os arquétipos-luz da sombra catapultados no Cognitivo,


Sim esta mandala é holística,
Salvando o passado, o presente e o futuro,
Transcendendo cronos e a falsa mística,
Vem balindo desde o eterno puro,
Trespassando o corpo a alma e o espirito,
Erigindo o ser e derrubando o muro,
E acontece na maternidade e natalidade,
Atingindo a plenitude na morte de toda a fealdade,
Esta mandala é uma família,
Eterno feminino e masculino,
Terno animus e anima,
Esta mandala é alfa e ômega,
Alef e tav,
Genesis e teleologia consumada da revelação,
Repulsa para todas as estéticas plásticas humanas das religiões,
Loucura para toda as teses cartesianas que não passam de sofismas-Opiniões,
Esta Mandala Louca como a quântica,
Escândalo para a ética da Lei e sua engessada semântica,
Esta mandala é um homem,
Esta mandala é um cordeiro,
Esta mandala é um leão,
Esta mandala é deus,
Esta mandala é judia,
Esta mandala é gentia,
Esta mandala é de todos,
Esta mandala é tesouro da ciência vera e sabedoria,
Esta mandala é alegria,
Esta mandala é de graça,
Esta mandala é simples,
Esta mandala não é de nenhum ismo,
Esta mandala é a cura para toda a psicologia e sociologia,
Esta mandala é causa do big bang ou outra teoria
Que se levante nas inúmeras lógias aquém do Logos,
Esta mandala é explosão e fiat de luz orgástica e cósmica,
Princípio de toda a vida, tendo morrido para si antes da matéria,
Esta mandala é astrolábio existencial,
É a Fénix ressurgida e a simplicidade do sagrado graal,
Esta mandala encarnou apenas em Jesus,
Sim, e em Cristo jesus, acontece toda a arte de viver,
Dum Renascimento de Adão protótipo exclusivo do humanismo-divino,
Esta mandala é uno no trino,
Esta mandala é o mistér
io oculto nos séculos,
Esta mandala é amor,
Divino e perfeito amor,
Incompreendido dos gnosticismos e da Cabala,
Magnifica e divina mandala,
Diante a qual meu ser estremece, se aquieta e se cala,,,
Glória pois á única Mandala,,,
Glória pois a Jesus, fruto eterno do amor entre o sagrado divino-feminino e divino-masculino,
Glória pois ao Cordeiro,
Glória á magnifica mandala representada histórica e tangivelmente na crucificação,
Da qual ressurgiu aquele que a todos nós na mente do Pai, sonhou-redimiu-pariu-aperfeiçoou-glorificou,,,
Gloria pois ao supliciado cordeiro que baliu esta consumado,
Gloria ao autor da mandala,
Gloria ao terno-eterno enamorado,
Gloria a Deus por tal mandala,,,


j.p. Maia em metamorfose no casulo consumado dentro do circulo perfeito da eterna mandala, no inicio demarço de 2013 depois da encarnação do cordeiro

Apenas uma vara na videira e sempre a ser limpa

 J.P. Maia, grato por ser apenas mais uma vara constantemente a ser limpa pelo Agricultor Pai, ligado á videira Jesus, para aprender a amar, para dar fruto do amor, em fins de Janeiro de 2014!

Cruz


A humanidade compreendeu o que era amar,
Quando alguém compreendeu que apenas a morte da morte poderia salvar.
Alguém deu vida morrendo em nosso lugar.
Pelos homens desprezado, envergonhado, humilhado,
Sangrado, trespassado e aniquilado;
Mas por Deus u
ngido e preparado para se ofertar.

Numa rude cruz, destituída de romance, sexo e amizade,
Alguém ensinou o que é o amor.
Naquela cruz alguém foi descoberta e oferta,
Fim da procura e cura,
Para os corações que queriam, mas não sabiam como amar.
Numa cruz sofrendo, alguém sonhou e cumpriu o mais lindo dos sonhos de Deus:
Ver a humanidade verdadeiramente amar e compreender,
Que amar é ofertar e aniquilar
O desejo de apenas incessantemente receber.
O amor venceu a morte e seu nome é Jesus.

J. P. Maia, em de Fevereiro de 2014, no deserto mas feliz e deitado, sobre o peito fofo de caracóis de lã do Cordeiro, que quis também por mim sangrar de amor, antes da fundação do mundo...

Como é que Isaías viu a glória do Cristo?


Isaías 6


No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.


Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam.


E clamavam uns aos outros, dizendo: santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.


E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.


Então disse eu: ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito nomeio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos.


Porém um dos Serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;


E com a brasa tocou a minha boca, e disse: eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e expiado o teu pecado.


Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: a quem enviarei, e quem há-de ir por nós? Então disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.


Então disse ele: vai, e diz a este povo: ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis.


Engorda o coração deste povo, e faz-lhes pesados os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os seus olhos, e não ouça com os seus ouvidos, nem entenda com o seu coração, nem se converta e seja sarado.


Então disse eu: até quando Senhor? E respondeu: até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, e as casas sem moradores, e a terra seja de todo assolada.


E o Senhor afaste dela os homens, e no meio da terra seja grande o desamparo.


Porém ainda a décima parte ficará nela, e tornará a ser pastada; e como o carvalho, e como a azinheira, que depois de se desfolharem, ainda ficam firmes, assim a santa semente será a firmeza dela.




Por isso não podiam crer, então Isaías disse outra vez:
Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure.
Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele.
João 12:39-41


Isaías foi o profeta que mais e melhor contemplou a gloria do Cristo Jesus, conforme João constata. Isaías viu sobretudo como ninguém Cristo Jesus em sua glória de cordeiro encarnado, revelando o amor-essência de Deus e portanto a glória de Deus...

Extraordinários Os 4 cânticos do servo sofredor em que Isaías contempla o Messias e seu ministério, morte e ressurreição...

Mas não foi sempre assim...Isaías começa a contemplar a glória de Deus e de seu Cristo a partir do capítulo 6 da colectânea de suas profecias: o livro de Isaías...

Isaías começou seu ministério cedo, era um jovem profeta com acesso à presença do rei, pois Isaías era da família da casa real de David...

Quando Isaías começa a ministrar é rei o piedoso e ungido rei Uzias.

Ora o rei Uzias foi verdadeiramente ungido de Deus. Uzias governou bem a Israel e foi homem piedoso. 
Liderou o povo em adoração a Deus e a nação prosperou.

No entanto no fim de seu ministério, conforme se pode ver nos livros  reis e crónicas, Uzias tornou-se orgulhoso.
Uzias fora ungido como rei e não como sacerdote e/ou profeta.

Já no fim da vida e do reinado, Uzias orgulhoso, tentou usurpar o ministério-função sacerdotal e caiu doente por isso e morreu disso mesmo, corrigido por Deus.

Com certeza teve tempo de se arrepender e está com Deus. Foi homem piedoso e líder verdadeiramente muito usado por Deus, mas no fim da vida tornou-se orgulhoso, tendo Deus corrigido-o e ele morreu. Mas sem tragédia, morreu, mas tendo-se arrependido estará com Deus, sendo que estas coisas serviram de ensino para nós.


É que basicamente havia 3 ministérios-funções principais de liderança ao povo de Deus na Antiga Aliança e portanto 3 unções: rei, profeta e sacerdote.

Os reis eram da linhagem de Judá e da casa de David. Os sacerdotes eram da linhagem de Levi e os profetas eram de qualquer tribo, como apontamento de deus profético para o futuro do dom espiritual distribuído sem acepção de pessoas, na plenitude dos tempos na Nova Aliança.

Mas cada "macaco no seu galho".Cada um devia apenas ministrar de acordo com seu chamado. Se rei, que reine, se sacerdote, que interceda. Se profeta, que profetize.

Por vezes Deus chamava para profeta um sacerdote, como Ezequiel ou Jeremias que eram levitas, porque eram sacerdotes apenas por genética e pedigree, mas eram profetas por verdadeiro chamado e apontamento espiritual, mostrando isso que Deus começava a revelar o chamado espiritual, em detrimento da capacitação apenas natural e genética do individuo; manifestando Deus já na Antiga Aliança levita os princípios do chamado do sacerdócio eterno da ordem de Melquisedeque, em que o individuo é chamado directamente por Deus e ungido com uma missão, sem ter genealogia de sacerdote ou rei.

Apenas um rei foi profeta e sentiu-se á vontade e com consciência pura para usufruir das liberdades e funções de sacerdote: o rei David. O rei David era tipo de Cristo, sacerdote da ordem de Melquisedeque, com pedigree de Judá, mas com ascendentes gentílicos como Rute e Raab, cuja consciência projecta no salmo 110 e que em si é também profética de Jesus, o filho de David mas sobretudo ele foi chamado proféticamente.

 David foi excepção.
Uzias usurpou funções que não eram suas.

Ele fora uma bênção e a referência maior de sua geração, inclusive para o jovem Isaías.

Isaías admirava-o como homem de Deus.

A referência maior da vida de Isaías era até então o rei Uzias.

Isaías tinha como referência de piedade e espiritualidade o homem Uzias.
E isso é uma tremenda limitação.

O pecado de Uzias demonstra que Deus detesta e abomina que os seus líderes caiam na ilusão e arrogância de quererem liderar e servir o povo sozinhos, pois mesmo David que excepcionalmente era rei e profeta e sentia-se á vontade no meio dos sacerdotes, ainda assim precisava da colaboração de outros profetas, e de que maneira.

 A Antiga Aliança é uma sombra da Nova e já nela o modelo de liderança de Deus é plural. Deus nunca quis um homem a liderar sozinho. Deus nunca distribuiu a visão espiritual e seus dons como exclusividade num só homem.

O poder perverte e por isso os dons e a liderança devem ser exercidos na pluralidade e na mútua prestação de contas. Por isso Natã o profeta complementava e salvaguardava a vida e ministério de David. 

E os sacerdotes intercediam por todos.

A loucura de um homem a liderar sozinho é da essência do anti-Cristo e portanto de satanás.
O próprio Deus lidera em pluralidade, pois é uma pessoa de 3 indivíduos e decide as coisas em beneplácito do conselho dos 3. E os 3 exercem a liderança como família em amor.

Ora hoje na verdadeira igreja de Deus que não é tirãnica é semelhante. A liderança não é instituída, mas antes é de aceitação espontânea dos liderados que reconhecem o exemplo serviçal e o dom competência dos líderes.
 A liderança da verdadeira igreja de Deus não tirãnica, mas antes é plural. É um presbitério, ou seja, um conjunto de homens com carácter serviçal e com dom da Palavra.

O carácter trabalha-se, e pode ganhar-se e perde-se, se for o caso. E pode perder-se e ganhar-se, se for o caso, mas deve ser mantido acima de tudo, para o bem de todos. O líder se perder carácter, pode e deve no Reino da graça de Deus, ser restaurado para seu beneficio e de outros, pois o propósito de Deus deve vencer e não as astucias de satanás, cujos ardis conhecemos com o mesmo Espírito que estava em Paulo.

Mas o dom não se adquire por seus méritos e nem se perde por seus deméritos, pois é algo dado por Deus ao individuo para servir. A liderança de Deus na igreja plena de verdade é plural com 4 ministérios da Palavra: apóstolos - profetas - evangelistas -pastores e mestres.

E não existe hierarquia entre eles. Complementam-se e admoestam-se e encorajam uns aos outros.
A palavra dom, é charisma no grego, cuja origem vem de charis, graça, sendo os dons algo dado pela graça do favor imerecido de Deus e pelos méritos de Cristo e jamais pelos méritos e performance natural daquele que o recebe.

Ora o erro de Uzias foi não perceber isso.

A tendência da carne e do ego é querer estar sozinho. São necessários os 4 dons da Palavra e sua complementaridade e exemplo-imagem da Trindade líder...

Uzias foi arrogante. Mas antes foi grande e piedoso líder.

Antes de Uzias morrer e portanto antes do capítulo 6 de Isaías, o profeta jovem já exercia seu ministério e se você reparar ele exorta e admoesta o povo sempre dizendo: ai de ti, oh tu... 

Isaías via bem a degeneração do povo em geral, mas não via a sua e nem a do rei, porque eles eram pessoas piedosas. Porque Isaías era piedoso e tinha o rei como referência piedosa. Isaías vendo-se a si e a Uzias como piedosos, tinham bom comportamento e porque tinham bom comportamento julgavam inconscientemente ser muito bons. 

Tinham o sentimento dos fariseus que julgavam ser perfeitos. Por isso só dizia: ai de ti, oh tu...

Os modelos de liderança das estruturas católicas e das protestantes que saíram das católicas, são modelos hierárquicos do império romano, de um césar sozinho no topo hierárquico à frente do povo e tal é satânico...

Quando o rei Uzias morre, Isaías proféticamente apercebe-se da desgraça eminente e de que reis ímpios virão e de que Israel sucumbirá.
Por isso mesmo, por essa sensação de desgraça eminente e porque ele mesmo se sente órfão de referência de piedade, vemos como no início do capítulo 6 ele está transtornado e angustiado pela morte de Uzias. 

A grande referência de piedade dele caiu e ele jovem ficou sozinho e confuso. É um perigo ter como referência de piedade exclusiva um ser humano. Os seres humanos por mais piedosos que sejam, são imperfeitos e susceptíveis de cair e mesmo que não caiam como Uzias caiu, ainda assim nunca são perfeitos e portanto são limitados como referência. 
O problema é que quando homens se tornam referências exclusivas de piedade, a referência dos liderados é limitada, não é cristocêntrica e tal é mau para todos.

O homem tende instintivamente a preferir referências limitadas e falidas, desde que apresentem virtudes, pois tal é algo anti-cristo, é algo da carne e que habita em nós desde a queda do éden...

Uzias caiu e Isaías confuso e angustiado, ainda assim tem o bom senso de buscar a Deus e vai então até ao templo de Salomão e no templo orando vê a glória de Deus sobre o trono. Uzias morreu e está vago o trono real, mas Deus reina, Deus está no trono que gere o cosmos, quanto mais a Israel. 

Não era o trono de David e nem sequer o trono da arca da Aliança...
É Que o templo e o tabernáculo eram figuras simbólicas e proféticas de Cristo Jesus e de sua obra e eram portanto figuras do templo celestial, sendo que é isto mesmo que Isaías contempla.


Pela primeira vez Isaías contempla o próprio Deus e deixa de ter como imagem de piedade um ser humano limitado como Uzias e apenas a ética de um vivente humano, para passar a ter como imagem de referência a perfeição do próprio Deus e a loucura supra-ética da graça do amor do Cordeiro.

Diante de tanta perfeição Isaías apercebe-se de sua imperfeição e clama: ai de mim, que sou um homem impuro e perdido no meio de um povo de impuros lábios.
Diante de toda a glória e perfeição de Deus, Isaías deixa de dizer: ai de ti, e passa a dizer ai de mim.
Isaías deixa de ver apenas o povo como impuro e passa a ver também a si mesmo e a todos os homens, como impuros, vendo a universalidade da queda do homem e a distância abissal entre qualquer homem e Deus; pois por mais piedoso que um homem seja, jamais será perfeito e nele sempre haverá impureza.

Pela primeira vez Isaías deixa de se comparar a si, homem de ética da lei e bem-comportado, com o povo desviado e por isso sem ética da lei e mal-comportado. É que assim é fácil sentirmos-nos bons e piedosos e inconscientemente perfeitos, se nos compararmos a quem aparentemente é mais mal-comportado que nós.
Mas quando nos comparamos ao próprio Deus que é quem é a referência absoluta e nosso alvo, assim como nossa bitola, ai ai de mim e só depois ai dos outros...

E quando Isaías ganha consciência de suas limitações, vulnerabilidade e impiedade apesar de seu esforço para cumprir a lei, apenas então ele experimenta a graça de Deus. Isaías sente-se impuro e que seus lábios pregadores e proféticos haviam sido impuros e a sua cura e purificação-redenção vem precisamente das brasas do holocausto do cordeiro de Deus, imolado no altar de bronze...

Ele apercebe-se da graça da cruz e a partir daí ele entende a revelação de Deus e sua glória louca de amor gracioso e redentor-salvador... Então doravante ele passa a ver a impiedade do povo e sua queda-correcção, mas acima de tudo vê a consolação da futura redenção-salvação de Deus através da graça do Cordeiro servo supliciado conforme os 4 cânticos do Servo ungido nos capítulos 42, 49, 50, 52-53...

Isaías viu o Evangelho e seu Messias...Isaías Viu a graça de Deus. Isaías viu a glória do Cristo.
Isaías aprendeu a lição e quando chegou a velho não caiu como Uzias e foi fiel até á morte, pela radical conformidade ao evangelho que profetizou, sendo por isso martirizado de forma atroz, serrado ao meio, pela fé, conforme vemos na epístola aos Hebreus acerca dos heróis da fé...

Então é bom ter referências humanas de Deus, mas nunca deixá-las tomar o lugar de Deus e também nunca deixar que elas sejam referências únicas. Devemos ter consciência de que Deus deu dons aos homens e não um pseudo-messias como dom aos homens; sendo que nesse sentido devemos perceber-usufruir de todos os dons de Deus dados á igreja não institucional e sim verdadeiramente espiritual.

Com certeza alguns homens de Deus são mais referência e mais maduros e mais usados, mas de certeza também são limitados em carácter e em dom para oferecer ao povo, pelo que devemos sabiamente ser gratos a Deus por todos dons que deus nos dá e usufruir de todos.

Não devemos ser um império romano católico, uma pirâmide religiosa protestante, uma zigurate de um qualquer deus-caído-humano...
Vamos discernir a Deus na vida uns dos outros. Vamos receber o que Cristo nos dá, depositado na vida do nosso próximo irmão. Não façamos acepção de pessoas, pois tal prejudica-nos a nós e prejudica esses adulados tentando-os ao pseudo-messianismo...

Vamos discernir o que Deus depositou em nossa vida e vamos dá-lo aos outros. Vamos discernir o que Deus depositou na vida de outros e vamos recebê-lo, nem que seja de uma criança ou da burra do Balaão...
Vamos ter como único autor e consumador de nossa fé o Messias...

Vamos dar graças a Deus pelas brasas do holocausto do Cordeiro que nos purificam e nos permitem ser enviados ao caminho e gritar acerca da graça do evangelho de Deus, ainda que como aconteceu com Isaías, os ouvintes não ouçam de verdade e vendo não vejam, mas vamos fazê-lo, sem acepção de pessoas, contemplando o Senhor apenas num alto e sublime trono, o Senhor que foi coroado no altar de bronze, na cruz do calvário.

Sim, ele senta-se no alto e sublime trono da arca da Aliança, porque antes se sentou amarrado no altar de bronze, ele senta-se no trono celestial á destra de Deus porque se deitou na cruz...

Não busquemos a glória dos homens como regista João em seu evangelho, escrevendo para nossa lembrança o que Jesus afirmou acerca das gentes de seu tempo...

Vamos buscar apenas a glória do Deus que não faz acepção de pessoas e a todos chama de filhinhos...

Vamos conhecer a Deus e ter tudo o resto estimado como apenas refugo, esterco e imundície... 

Nada se compara a conhecer verdadeiramente a Deus e não aos homens limitados e falidos de Deus.
Vamos no ide... A caminho... No Caminho...

Nada se compara a conhecer a Deus...

J.P. Maia, a meio da tempestade, contemplando o Senhor num alto e sublime trono em Fevereiro de 2014.

Apenas o amor deve constranger-ensinar-motivar os que caminham com Jesus


O que é que nos constrange, ensina e motiva a fazer o Bem e sobretudo a ser melhores?

Será o medo que nos constrange a mudar, a fazer o bem, a ser melhores?

Será o medo do juízo, do inferno, da vara?

Se assim for, a pedagogia divina que usufruímos é ainda a de meninos, conforme Paulo diz aos Galatas, quando afirma que a Lei e sua severidade e medo incutido, era como um pedagogo divino, um aio, para conduzir Israel a Cristo!

Se já estamos em Cristo, já deixámos a justa e santa Lei com sua pedagogia do medo para infantis!

Segundo o mesmo Paulo, se já estamos em Cristo, é o Amor que nos constrange!

Se estamos em Cristo, é a pedagogia da graça que nos educa, como também Paulo diz a Tito!

Ora quem está em Cristo conhece a Cristo e conhecendo a Cristo conhece a Deus e conhecendo a Deus conhece o seu amor louco, imerecido e radical! 

Se estamos em Cristo aprendemos constrangidos pelo Amor, ou seja, nossa consciência grata por tão grande e radical amor imerecido por nós, sente-se impelida em todo nosso psiquismo racional e emotivo, a imitar o Deus-Amor!

Se o que nos ensina é o medo, ainda estamos na boa Lei, como meninos ainda a ser conduzidos a Cristo!

Se ainda ensinamos e agimos para com os outros em dinâmicas do medo, severidade e baseados apenas em méritos ou deméritos, em vãs comparações, ainda somos vasos da justa e santa Lei, mas ainda não somos vasos de Cristo!

Ora ninguém muda de um dia para o outro! Ninguém passa da Lei para Cristo instantaneamente, salvo raríssimas excepções como Paulo! 

A maior parte dos seres humanos percorrem um caminho processual de bebés para infantes e de infantes para adultos maduros! 

Por isso não será totalmente estranho sermos por vezes conduzidos pelo medo e outras pelo Amor!

Mas em Cristo é retirado o véu, pelo que deixamos de apenas vislumbrar e intuir Deus a mover-se atrás do véu, para passarmos a vê-lo clara e lucidamente, constatando seu rosto de Amor, já sem a voz terrível do Monte Sinai!

Ora Paulo não sabia disto sozinho, pois João dizia que Deus é amor e que o perfeito conhecimento de Deus lança fora todo o medo!

Se ainda temos medo, ainda não conhecemos perfeitamente a Deus!

Falo por mim, conduzo-me sobretudo sabendo que Deus é amor e esforçando-me por assimilar tal amor, mas por vezes sou assaltado no chão da vida pelo medo que brota da santa e justa Lei!

Não sou perfeito, pelo que a Lei condena-me e por vezes sinto-me aterrorizado, como estivesse no sopé do Sinai, em especificas situações da vida!

Teólogos que não sabem, não se movem, nem ensinam a outros em Amor, não são verdadeiros teólogos, pois não conhecem perfeitamente a Deus!

Teólogo é todo aquele que conhece que Deus é Amor no chão da vida, nos dolorosos momentos e circunstâncias em que tudo á nossa volta parece aterrador!

É uma caminhada esta vida, sendo que convém caminhar no Caminho, seguir Jesus no chão da vida, nas circunstâncias da vida, acompanhado dos irmãos da mesma caminhada de quem vai na peugada do Cristo-Amor; para partilhar essa mesma vida e testemunhar com os mesmos manos, que não há razão para ler as circunstancias adversas da vida como se estivéssemos no terrível sopé do Monte Sinai!

Que O Espírito que derrama o amor de Deus em nossos corações nos ajude a conhecer perfeitamente a Deus e consequentemente a conduzirmos-nos a nós e a ensinarmos a manos aterrorizados, que é o Amor que nos conduz pelo vale da sombra e da morte, perseguindo-nos sempre, com benignidade e misericórdia!

Deus, levanta-te e ajuda-nos a saber na vida, que tu és Amor, ensinando-nos a lançar fora todo medo e a ficar definitivamente debaixo da tutela pedagógica do Mestre Jesus-Amor!

Senhor Espírito de Deus consola-nos e faz-nos deixar definitivamente o aio do medo da justa e santa Lei, bem como assim do fluxo legalista dos méritos-deméritos nossos e de nosso próximo!

Pai, ajuda-nos a ser Varão perfeito, pelo perfeito conhecimento do teu amor, para que vivamos com saúde e sem fobias!

Jesus perdoa-nos porque por vezes contemplamos teu rosto ainda com um véu!

Irmãos, perdoemos-nos mutuamente porque muitas vezes caminhamos juntos sem amor e com medo, seja conduzidos pelo medo, seja olhando os outros com medo, seja não amando e libertando os que sofrem o medo; ou até mesmo não respeitando o processo e estação da vida de nosso próximo, exigindo que este tenha já caminhado o mesmo que caminhámos nós!

Irmãos, olhemos-nos em amor e sejamos uns para os outros chão do amor, compreendendo os medos de cada um, mas revelando o amor, que é verdade com amor, sem exigir que ninguém tenha já caminhado tantas milhas quanto nós.

Irmãos respeitemos-nos e amemos-nos mutuamente, aceitando a caminhada que cada um já fez, seja ela longa ou curta, esteja o nosso próximo em circunstância terrível ou serena; mas sem nos compararmos, sem vaidades de gente insegura pelo medo da Lei, que ainda vive subtilmente aterrorizado, tendo necessidade de se sentir melhor que o próximo comparando-se a ele!

Graças Pai pela vida e pelo privilégio de seguir a Cristo na caminhada da descoberta do Amor!

Graças Pai, pois a Lei deixará de ser nossa tutora definitivamente!

Graças Consolador, pois teu amor nos constrange a deixar a infantilidade do medo, processual e pacientemente!

Louvado sejas Deus, porque tua misericórdia sempre triunfa diante do juízo de tua Lei, deixando despojado o diabo-acusador !

Obrigado Christus Victor, pois nada nos poderá separar do aprendizado total de teu amor!

Obrigado Jesus Emanuel, pois sempre estás presente, preparando a mesa da ceia para contigo comungarmos ousadamente, diante de todos nossos fóbicos inimigos, na celebração alegre de ver o cálice da salvação sempre a transbordar!

Graças Pai, graças pelo cálice da salvação que não poderíamos beber se Teu Filho não tivesse bebido o cálice
das nossas amarguras!

Graças maravilhoso Senhor!


J.P. Maia. nos idos de Fevereiro de 2014, fugindo da infantil pedagogia da justa e santa Lei para seguir a Cristo...

Acerca de quem deve falar e como falar a verdade


É típico do religioso criticar os outros e não se enxergar a si mesmo, não ver suas hipocrisias, ganâncias, avarezas, maledicências, hipocrisias, fome de status e comodismo diante das misérias e necessidades do próximo, entre muitas outras misérias, como se não fosse também ele imperfeito e miserável, como todo o homem que não se veste da graciosa justiça de Cristo, como se apenas os pecados dos outros fossem pecado... 

Para falarmos a Verdade não necessitamos de ser perfeitos, precisamos apenas de fala-la com amor, assertiva e directamente, alem de necessitarmos de estar comprometidos com a Verdade e deixá-la transformar-nos processualmente, doa o que doer, dure o que durar... 

Devemos criticar ideias e sistemas opressores com amor e directamente, assim como pessoas directamente com amor e comunhão, sempre com consciência que todos falhamos, uns aqui e outros ali... 

O religioso critica com verdade sem amor, muitas vezes sem verdade, e sempre detestando o que critica com amor, tentando nulificar o critico em amor, pela acusação e condenação de falhas desse mesmo critico... Como se para criticar o mal e injustiça fosse necessário ser perfeito!

Assim só Jesus criticaria-profetizaria! Isaías, o profeta, dizia: ai de mim que sou um homem impuro no meio de um povo de impuros lábios!  É uma velha história antiga -  o profeta reconhece suas mazelas e prega contra si e contra toda a injustiça, os religiosos não, apenas criticam determinados tipos de pecado: os que eles não cometem, porque os que eles cometem jamais... 

Adagios noturnos


Bem-aventurados os que choram porque serão consolados.

Tristeza sem esperança é raiz de amargura.

A alegria do senhor é a nossa força, mas só depois de chorarmos ao ouvir a Palavra e através dela discernirmos nossas universais misérias, conforme escrito e vivido pelo inspirado Neemias.

Fé sem obras é morta.

Obras vaidosas oprimem.

Impor a verdade é demoníaco.

Expor a verdade com amor é profecia.

No reino não há condenação, há reconciliação, pois Cristo foi julgado pelos pecadores e já não há julgamento-condenação-nulificação definitiva do próximo…

No entanto no reino há exortação e encorajamento não instituído e até a burra de Balaão fala apontando o alvo.

No reino há um corpo não instituído e seus membros manifestam seus dons, dentro e fora de portas, conforme a graça de deus distribuída a cada um como lhe apraz e jamais instituída por homem algum.

No reino murmurar de Moisés foi pecado e trouxe morte por razões óbvias.

No reino murmurar do apóstolo Paulo foi pecado e poderia trazer morte por razões óbvias.

No reino, conforme em Actos 6, quando os pequeninos do rebanho forem oprimidos e desprezados e por isso murmurarem, não é pecado, é oportunidade de se deixar de ser parcial e clubista e possibilitar que se levantem outros dons de serviço, sendo que os diáconos acabam por fazer obra pratica e pregar mais luz e mais longe que aqueles que querem se dedicar só à oração e Palavra, preguiçosos e centrados numa geografia e endereço fixo, em templo de pedra, o qual tem os dias contados.

No reino não cabem ismos.

No reino é paradoxo atrás de paradoxo.

No reino não há moral, há amor para além do bem e do mal.

No reino apenas há gente imperfeita, mas que vive em liberdade e igualdade, aperfeiçoando uns aos outros sem hierarquias…

No reino todos são sacerdotes e é tudo uns-aos-outros e leia-se o uns-aos-outros na bíblia: sem acepção de pessoas, em igualdade…

No reino todos são reis e se sentam nos lugares altos e celestiais com Cristo…

No reino protesta-se do mal até ao fim e não apenas no inicio e no que convém e agradece-se pela eternidade fora, confirmando-se de matar o que esta por morrer do sistema perverso.

No reino todos estão limpos e inclusos pela palavra do Messias, mas no caminho para Canaã vão sujando os pés e vão limpando-purificando-lavando os pés uns aos outros, sem hierarquias e sem acepção de pessoas, na mutualidade e gratuitidade benfazeja do amor.

No reino palavras têm poder e são pragmáticas produzindo luz, alegria, arrependimento e tudo o que é bom quando de deus, sejamos nós ou os outros a falar…

No reino ninguém cativa ninguém por suas falhas, porque senão todos éramos presos uns dos outros e é preferível desprendermos-nos e unirmos-nos em amor…

No reino são todos escravos do amor e nele vão aprendendo…

No reino o pai encontra-se com o filho que estava perdido e agora volta, fora de portas, ao ar-livre, porque dentro de portas o irmão mais velho só estorva, no ridículo de não perceber que o irmão mais novo foi-se perder para ser encontrado, enquanto ele vive perdido dentro de casa…

No reino quando em deus exorto, exorto, mas se me exortam, não rejeito como se me estivessem a julgar… No entanto ouço melhor se me exortarem com amor aqueles que me conhecem em amor…

No reino analisam-se fundamentos e confrontam-se com a graça de Cristo…

No reino tudo é de borla e o que faço são apenas obras de um servo inútil, enquanto tiver mentalidade de merecimento e não o fizer a quem não merece, pois quando faço o bem, não faço mais do que apenas o meu dever e ainda assim sempre aquém…

No reino protestamos de todos os ismos e não apenas do ismo romano… 

Protestamos dos ismos helvéticos, dos ismos germânicos, dos ismos saxónicos, etc. E isto porque deus não fundou nenhum ismo e todos os ismos são fome de poder e controle…

No reino, em Cristo, conseguimos vislumbrar a história e perceber que Ele tem mesmo de voltar, porque o anti-Cristo está tomando posse do que devia ser o templo e a apostasia não é fugir do templo, mas antes é perverter-se no templo… por isso fujam de Jerusalém-terrestre e pó da terra, aproxima-se aquele iracundo dia…

No reino enxergamos-nos em amor…

No reino despimos-nos em amor.

No reino vestimos-nos de amor e cobrimos o próximo de amor…

No reino só há um sumo-sacerdote e não há plasticidade espiritual neo-farisaica…

No reino não há opressão legalista e nem se depende de templos e política, pois não se é fariseu e nem saduceu…

No reino quem ama é de deus independentemente da cor, sexo, idade, status, religião,estética, etc, etc, e vice-versa, pois quem não ama não está no reino…

No reino ecclesia é ser chamado para fora e levar o vitupério de Cristo fora de portas, como Fora-da-Lei…

No reino não folgamos com a injustiça, mas somos bem-aventurados quando somos perseguidos por causa da justiça, no entanto estamos sempre sedentos e esfomeados de justiça; ou seja, conscientes de nossas falhas e desejando ser justificados de graça pelo sangue do cordeiro, a única forma de sermos saciados…

No reino estamos todos a crescer e julgar é condenar e nulificar para sempre o próximo, enquanto exortar é ajudar a abrir a pestana do próximo e abrir espaço para que tirem a trave de nosso olho também…

No reino deus move-se para além das nossas estruturas e ainda bem…

No reino sou, mas ainda não sou…

No reino, pela graça de deus e não por nossos méritos somos todos o que somos.

No reino, próximo do fim, todas as coisas, incluindo a economia, templos e saduceus, serão abalados e terão de aprender a louvar a deus como toda a gente, na prisão, no trabalho árduo e em variadíssimas provações e permanecerá apenas o que é inabalável: o templo vivo do deus vivo– pessoas do reino…

No reino de graça recebemos, de graça damos.

No reino são saudáveis e curados os doentes.

No reino não há subserviência, mas há elogio genuíno…

No reino acima de tudo se honram os membros menos decorosos…

No reino deus melhor que ninguém disciplina e usa as circunstancias da vida para nos ensinar, porque deus não se deixa escarnecer e ninguém está sentado na cadeira de Moisés…

No reino Jó aprende a negar a doutrina da prosperidade e a orar pelos amigos-inimigos fariseus…

No reino rimos e choramos, caímos e levantamos, bendizemos e agradecemos, queremos estar e não estar, amamos a vida e não temos medo da morte…

No reino dar a vida é viver o amor onde quer que andemos, sem privilégios e sem prerrogativas, sem remunerações mercenárias, dando de graça o que de graça recebemos, dentro e fora de portas das casas uns dos outros…

No reino não levamos os manos a tribunal e havemos de julgar o mundo e os anjos…

No reino julgamos-nos para não sermos julgados…

No reino somos atalaias do amor…

No reino somos sal que se dilui fora do saleiro e ensinamos os que nunca se arrependeram a arrependerem-se, porque não escondemos as nossas mazelas e arrependemos-nos e crescemos diante deles e de todos…

No reino só jesus é perfeito e não há plasticidade espiritual…

No Reino somos todos espirituais e por isso assertivos, tendo todos coragem e liberdade para corrigir o publico em publico e o privado em privado, em mansidão e amor, sem relacionamentos verticais, todos uns aos outros...

No reino vemos o que esta bem e o que esta mal, mas sempre para alem do bem e do mal e sem folhas de figueira, mas com vestes do cordeiro por causa do conhecimento do bem e do mal…

No reino queremos ,sonhamos e damos a vida para que aqueles a quem servimos vão mais longe que nós…

No reino enlouquecemos e adquirimos sabedoria…

No reino as coisas desprezíveis adquirem valor imarcescivel e vice-versa…

O reino é um paradoxo que um dia entenderemos e encarnaremos na plenitude e até lá, não protestamos apenas no que nos convém…

No reino somos reino…e experimentamos a alegria constante daquele que revelou o evangelho aos pequeninos e há 1 só pai, 1 só baptismo, uma só fé, 1 só rei,1 só sumo-sacerdote, 1 só guia, um só sumo-pastor, uma só hierarquia: deus pai- deus filho – igreja; sendo que o pai dá o filho, o filho dá-se e a igreja recebe, sendo uma pirâmide invertida…

No reino não estranho alguém escrever e protestar pois passei muitos anos dizer-me protestante e a protestar de um ismo romano…

No reino não remendamos pano velho com remendo novo…

No reino estamos a caminho e não no templo de Jerusalém ou numa colina da Samaria…

No reino a trindade perfeita lidera em pluralidade e os filhos imperfeitos reinam também em pluralidade, não estando agarrados ao poder, porque Ele desceu às partes mais baixas da terra e subindo ao alto não deu apenas pastores-ensinadores, mas deu também evangelistas, profetas, apóstolos, sendo que a liderança plural de sacerdote em cooperação com o rei e com o profeta, era uma sombra das coisas futuras…

No reino também
calamos… shhssshhhh... e descansamos nEle...