quarta-feira, 11 de maio de 2016

O EVANGELHO, vivido entre 2 MONTES

A felicidade alcançada em cerca de 3 anos entre 2 Montes 




No sermão da dádiva da aliança no Monte Galileu (Mateus 5-7), Jesus traça o seu próprio retrato, o do Homem plenamente feliz. Jesus alcança a plena felicidade começando por a falar no MONTE da Galileia, atingindo o clímax da felicidade, cerca de 3 anos depois, ao encarnar a Verdade no MONTE do Golgota (Calvário).



sábado, 19 de março de 2016

O Bom Pai e seu maravilhoso amor gracioso

Lucas 11:13 e Mateus 7:11 - Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial tudo do Bem e o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? 



Aqui se revela a maravilhosa graça do Pai. Jesus revela-nos o Pai Bom, maravilhoso, de semblante benéfico, compassivo, misericordioso, sempre generoso.
Jesus ensina-nos que Deus não é aquele suposto ser todo-poderoso e mesquinho, mal-resolvido, apenas castigador, exigente, distante, medonho, legalista, moralista, etc.
Jesus revela Deus como Pai. Jesus deu-nos revelação revolucionária, inaudita, sublime: Deus não é um ser barbudo e castigador, mal-humorado; porque a verdade é que Deus é Pai. Jesus revelou-nos Deus como Paizinho, pois Abba é expressão intima e afectuosa hebraica-aramaica, para dizer Paizinho pela boca de uma criança em intimidade com o pai.
Jesus revela o que já sabemos também: que nós instintivamente, mas também racionalmente, queremos bem a nossos filhos, pois ainda que sejamos imperfeitos, em geral, tudo fazemos por nossos filhos.
Jesus afirma que somos maus, ou seja, nossa natureza não é perfeita, criamos mal no mundo, o que se constata ao olhar as sociedades que criámos ao longo de toda a história. No entanto, apesar disso, salvo excepções psicóticas e psicopatas, apesar de falhos, egoístas e criadores de mal, quando se refere aos nossos filhos, somos capazes das maiores abnegações e sacrifícios de amor.
Jesus revela que Deus sendo Perfeito, sublima e transcende esse amar paternal que observamos no Homem falível e egoísta. Somos feitos à imagem de Deus, e apesar de termos nossa natureza maculada de egoísmos, imitamos o Amor de Deus, ainda que de forma imperfeita.
Então Jesus revela Deus como Pai, mas um Pai perfeito, que sublima e transcende o melhor amor paternal dos humanos, o que é oposto do deus conhecido das religiões até então, cujos deus eram apenas um ser ético e exigente ou pior.
Este Amor ia sendo revelado progressivamente em Israel, mas os líderes religiosos de então não o vislumbravam, ensinando apenas um Deus de ética e moral, castigador, opressor, chauvinista, etc...
Aqui neste texto Jesus revela o Amor do Pai, pois é revelada a graça do Pai.

Ficam aqui 2 exemplos e pormenores básicos, maravilhosos e simplesmente profundíssimos do Amor do Pai nesta afirmação de Jesus:

1º - Este exemplo do Amor do Pai é o que usualmente retiramos da afirmação de Jesus neste texto, ao focarmos-nos no pai e não nos filhos. O que vou afirmar é conhecido de muita gente e óbvio na afirmação de Jesus: Nós somos maus (imperfeitos, egoístas), mas conseguimos ser pais que amam nobre e excelentemente seus filhos, então ainda mais nos ama Deus Pai. 
Se nós sendo imperfeitos amamos tão excelentemente nossos filhos, mais ainda nos ama o Deus de Jesus: o Pai Perfeito. Sendo que aqui já se revela a graça de Deus, pelo facto de Deus querer ser nosso Pai. Deus quer ser o perfeito pai dos imperfeitos. Jesus possibilita-nos o ter um Pai perfeito, um bom e óptimo pai. 
Em Cristo revelasse-nos o termos como Deus um ser todo-poderoso e perfeito que é Amor Perfeito Paternal.

2º - Este segundo exemplo da graça do Amor do Pai não aparece tão óbvio quanto o primeiro e por isso é pouco falado. Nossa natureza legalista e natural apenas, sem revelação, tende a não ver o transcendente que está para alem de todas as causas e seus efeitos.
Este revelação é alem da física da causa-efeito e da moral da causa-efeito. 
As religiões éticas, a monoteísmos incluídos, são religiões de causa-efeito moral. O individuo tem de conquistar a bênção pelo seu bom desempenho moral. Estas religiões levam à psicose e a uns sentirem-se condenados e miseráveis por serem honestos vendo suas falhas; e leva outros a maquilhar suas falhas e a condenarem os outros.
Neste 2º exemplo revela-se a mais sublime e graciosa declaração do Amor do Pai, completamente contrária ao espírito das religiões terrenas apenas éticas de causa-efeito, que têm como proposta colhermos imperativamente o Karma do que semeamos, seja bom seja mau.
Digo isto focando agora não no pai, mas antes focando nos filhos.
Nossos filhos são imperfeitos, nós somos supostamente maduros, somos aqueles que lhes ensinam moral, ética, assim como cultura e comportamento social. Nós educamos-los, somos os educadores. Nós somos de comportamento mais correcto e melhor que dos nossos filhos.
O que quero aqui sublinhar é que apesar de nossos filhos falharem e tantas vezes desobedecerem ao que lhes ensinamos, ao que lhes pedimos e ao que deles esperamos; ainda assim nós lhes fazemos bem e nutrimos sempre. 
Nós amamos sempre nossos filhos, quando eles acertam e quando eles erram. Jamais nós desistimos deles quando eles falham, desobedecem, fracassam, etc... 
Nosso amor é incondicional, está nas nossas entranhas, uma queda deles é uma queda nossa, uma ferida deles é maior em nós, um fracasso deles é nosso fracasso. 
Amamos-los sempre. É bem verdade que quando falham, desobedecem, erram grosseiramente, isso faz com que nós fiquemos tristes. Mas apesar de tristes ainda assim não desistimos deles, pois sabemos que eles melhorarem, crescerem e amadurecerem é um processo; pelo que estamos sempre desejando o melhor para eles. Não desistimos deles. Daríamos a vida por eles.
Nosso amor é genericamente gracioso e imagem do de Deus, ainda que imperfeito. Quantas vezes meu filho se comporta mal, mas eu não vou deixar nesse mesmo momento e nos momentos imediatamente seguintes, de o vestir, nutrir, amar... 
Nós fazemos bem a eles sempre, quando se portam bem e quando se portam mal. 
Ora já deve ter entendido onde quer Jesus chegar com este texto. Se com nossos filhos imperfeitos que erram, nós apesar de pais imperfeitos, ainda assim conseguimos ser: compassivos, misericordiosos, pacientes, perseverantes e determinados em amar, mesmo sacrificialmente, até ao fim; quanto mais compassivo, paciente, misericordioso, sempre generoso, sempre cuidador, não será Deus de nós, seus filhos, independentemente de nossos acertos e erros?!
Deus ama-nos sempre, quando acertamos e quando erramos. 
Quando acertamos Deus alegra-se e faz-nos bem, todo bem necessário à vida e vida eterna.
Quando erramos, Deus entristece-se e faz-nos bem na mesma, não nos deixa de amar e de fazer tudo o que diz respeito ao amar um filho, incluindo corrigir-nos.
 Ele não nos destrói quando erramos. Ele apenas nos corrige quando erramos, nem mais nem menos que o necessário para aprendermos e prosseguirmos o processo de crescer e amadurecer à imagem de Deus Pai, revelada em Cristo, o Filho Perfeito. E neste processo jamais Ele cessa de nos amar e consequentemente de cuidar de nós.
Deus é um Pai que nos ama loucamente, ao ponto de dar a vida por nós. Ao ponto de sacrificar aquilo que ama mais que a si mesmo: seu Filho.
Você ama seu filho? Se o ama como eu, é capaz de dar sua vida pela dele, como se a dele fosse mais importante que a sua.
Então saiba que Deus ama seu Filho Jesus muito mais que você a seu filho e no entanto sacrificou-o por nós. Em Deus está um Pai a dar a vida de seu Filho, mais cara a si que a sua própria, por amor de nós, os filhos a quem quer gerar. 
Você amar um inimigo e dar sua vida por ele é um grande amor.
Mas você amar seu filho, mais que sua própria vida, como faz um pai, e dar a vida de seu filho pelos inimigos; isso é um amor transcendentemente louco e mais profundo que o infinito abissal. 
Deus recuperou seu Filho na ressurreição, mas doeu dar a Vida, foi por amor de nós, para nos fazer filhos.

Então saiba que Deus é Pai e que nos ama loucamente.
Jesus conhecia esse Amor Eterno, Ele era eterno Filho desse amor, gerado eternamente do Amor do Pai e do Espírito.
Jesus veio revelar esse Pai, esse Amor. Essa foi sua missão, preparada antes da criação do mundo.
O mundo foi criado para a revelação de tal Amor.
O que me salvou e transformou do mal original que me perdeu, foi eu descobrir que afinal tenho um Pai, que sou amado loucamente do Pai, que Ele me ama sempre. Jesus revelou que quando caio, a Ele Pai dói mais, que quando erro, Ele não me deixa perder e corrige-me com conta peso e medida; sem o peso da religião, mas sem a irresponsabilidade da negligência.

Ah, mas Ele ama-nos sempre!  Quando caímos, Ele sobressalta-se, levanto-nos, cuida-nos sempre, guia-nos sempre, não desiste de nós, acredita no processo, persevera sempre connosco até que sejamos aquilo para o qual nascemos, até à maturidade. Ele ensina-nos a acertar! 

Não são assim as religiões da Terra. Apresentam um Deus apático, ou carrasco, ou apenas ético, com um Karma que nos persegue e destrói por causa de nossas mazelas.

Saiba que: não apenas seu próximo a quem você julga, mas também você é mau. Jesus diz que todos somos maus, imperfeitos, falíveis, egoístas, sendo que mesmo o amor mais sublime: o dos pais, ainda assim é de gente imperfeita. Saiba que é mau, ou seja, imperfeito.

Ah, mas saiba que Deus é Bom, é Pai, e que nos ama sempre, jamais desiste de nós, completará sua obra, acredita no processo e no projecto de vida que tem para nós, tendo já dado tudo o que é necessário a isso: Seu Filho Jesus e seu Espírito, para que como Ele é gracioso, assim sejamos nós.

Sejamos como o Pai.
Celebremos o Pai, Ele é lindo, é o único que merece! Nós não o merecemos, mas Ele celebra sempre por cada um de nós tornados filhos. Celebremos o Autor da Vida.

Amo-te muito meu Pai.
Ensina-me a ser Filho.
Ensina-me a ser o pai que queria ter tido e não tive.
Ah, mas sobretudo, ensina-me o teu Amor, o do Filho, o do Pai, no Espírito...
Adoro-te Pai.

J.P. Maia, 19/o3/2016, celebrando o facto de ser pai, mas sobretudo o de ter um Pai maravilhoso, ofertado pelo Filho, no Espírito, para que eu possa ir sendo um bom pai e bom filho...




sexta-feira, 4 de março de 2016

Romanos 13 - Nem pela força, nem pela espada, mas pelo Santo Espirito




Rom 13:1  Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não, há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Ele. 
Rom 13:2  Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. 
Rom 13:3  Porque os governantes não podem ser motivo de temor para os que praticam o bem, mas para os que fazem o mal. Não queres sentir-se ameaçado pela autoridade? Faze o bem, e ela o honrará. 
Rom 13:4  Pois ela serve a Deus para o teu bem. Mas, se fizerdes o mal, teme, pois não é sem razão que traz a espada. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. 
Rom 13:5  Portanto, é imprescindível que sejamos submissos às autoridades, não apenas devido à possibilidade de uma punição, mas também por causa da consciência. 
Rom 13:6  Por esta razão, igualmente pagais impostos; porque as autoridades estão a serviço de Deus, e seu trabalho é zelar continuamente pela sociedade. 
Rom 13:7  Dai a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra. O amor no mundo agonizante 
Rom 13:8  A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor fraterno, com que deveis vos amar uns aos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a Lei. 
Rom 13:9  Porquanto os mandamentos: "Não adulterarás", "Não matarás", "Não furtarás", "Não cobiçaras", bem como qualquer outro preceito, todos se resumem neste mandamento: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". 
Rom 13:10  O amor não faz o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei. 
Rom 13:11  Fazei desta maneira, discernindo o tempo em que vivemos. Pois que já é hora de despertardes do sono; porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos. 
Rom 13:12  A noite vai passando e chegando ao seu final; o dia logo alvorecerá. Portanto, abandonemos as obras das trevas, e revistamo-nos da armadura da luz. 
Rom 13:13  Vivamos de modo decente, como em plena luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavenças e invejas. 
Rom 13:14  Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo; e não fiqueis idealizando como satisfazer os desejos da carne. 

A expressão: Não resistis, no texto bíblico em Romanos 13, em grego: Antitassomai - significa: colocar-se contra (com violência implicita). O texto de romanos 13 tem seu contexto, que os imperialistas cristãos institucionais distorcem... Paulo aos Romanos usa-de também de princípios estóicos, contidos no direito romano, em que as autoridades que colocassem a sociedade com ordem justa, seriam sociedades da razão, imitadoras do Logos divino. 
Paulo escreve então a romanos conhecedores e habituados á ideia de direito romano, de ordem, vinda como imitação do Logos divino, quando o direito é justo. Mas Paulo vai para alem disso e lembra que cabe a Deus punir, não mais a seu povo. Deus vinga e o seu povo deve confiar nisso e não se tentar vingar a si mesmo. Foi isso que Deus já fizera através dos impérios que puniram uns aos outros, com Deus no controle da história, conforme os profetas previram...
O contexto de Romanos 13 é o de Paulo querer evitar rebelião armada. Paulo escreve para discípulos de Jesus, cristãos. Ora a maioria dos cristãos, não todos, mas a maioria, era muito oprimida. Muitos eram escravos. Muitos eram judeus. Como judeu, Paulo sabia da tendência dos judeus para a revolta, alicerçada em expectativas messiânicas. Alem disso Paulo discerniu que haveriam revoltas gentilicas da parte de escravos, como aliás já houvera pela parte de Spartacus.
 Paulo sabia que à semelhança da revolta de Spartacus, qualquer revolta gentilica ou judia contra os romanos, redundaria em massacre. Alem de que Paulo discípulo de Jesus era pacifista, como todos discípulos de Jesus, como Pedro e tantos dos apóstolos, que foram martirizados, amando o inimigo, oferecendo a outra face. Paulo e demais apóstolos, imitadores de Jesus, criaram uma alternativa à sociedade romana e judia opressoras.  Paulo e demais esperavam a redenção final para uma sociedade livre e justíssima. Até lá, eles limitavam-se dentro da sociedade injusta a criar uma comunidade justa, solidária, fraternal, igualitária, mutualista, etc... Paulo e demais criavam comunidade justa dentro da injusta sociedade, com movimento subversivamente pacifico. Não implantavam a justiça comunitária do Reino pela violência, mas sim pelo amor radical ao inimigo. Paulo aprendeu isso com Estêvão.
 Voltando a Roma, Paulo escreveu esta carta cerca de 10 anos antes da revolta judia contra Roma de 66 d.C., que resultou na destruição de Jerusalém e dispersão dos judeus em 70d.c.. Da mesma forma Paulo antevia possíveis revoltas gentilicas. Os cristãos judeus, como judeus, eram tentados á revolta. Os cristãos gentios muito oprimidos eram tentados também à revolta como a de Spartacus. Na verdade diante da opressão quase sempre resultam os extremos de humanidade caída: aceitar escravidão passivamente, ou reagir com violência. Mas Paulo era discípulo de Jesus, logo era pacifista e amava o inimigo. Paulo acreditava que Deus estava no controle da história e podia usar Babilónia e demais impérios para cumprir seus desígnios. Todos impérios opressores, acabaram sendo usados por Deus de forma indirecta mas objectiva, para punir os precedentes impérios opressores.
Deus usou a opressora Babilónia para punir a opressora Assíria. Deus usou a opressora Babilónia para punir-corrigir seu povo. Deus usou a menos opressora Pérsia para punir Babilónia, e libertar seu povo conforme sua vontade. Deus usou a Grécia para punir a Pérsia que se pervertia cada vez mais, preservando Israel. E por aí adiante...

Deus já revelara através dos profetas que as autoridades do mundo eram opressoras, mas sem o desejarem, acabavam cumprindo desígnios de Deus e suas injustiças eram posteriormente punidas. Deus puniria Roma como punira a Grécia e como punira a Pérsia e a Babilónia. Mas Deus punia os impérios opressores através da violência de outros violentos opressores e não mais através de seu povo. Doravante seu povo devia finalmente revelar o louco amor de Deus. Amar o inimigo. O resto era com Deus. Assim o povo de Deus não deveria ser tentado a odiar o inimigo e a revoltar-se em violência para com o opressor. Entretanto alguma justiça era ministrada então pelos impérios opressores para com os injustos opressores precedentes. Os santos deviam descansar em Deus e não ser violentos. A violência era dos ímpios, a qual Deus usava maravilhosa e misteriosamente para punir outros opressores. Esta era a vontade de Deus, a de que seu povo fosse pacifico, deixando Deus usar a espada dos estados injustos para maravilhosamente fazer justiça. Cerca de 10 anos depois de Paulo escrever aos romanos, os judeus revoltaram-se  e Jerusalém é destruída 3 anos depois da revolta em 70 d.C.. Os cristãos gentios seguiram os conselhos dos apóstolos Paulo, Pedro e João, amaram o inimigo, e o sangue dos mártires fez a comunidade crescer maravilhosamente.

OS discípulos de Jesus não se revoltavam com violência contra o estado opressor; mas não se pense que com isto eram passivamente oprimidos. Eles eram pacifistas, mas no entanto eram pro-activos a combater a opressão e injustiça, á maneira da pacifica forma de Cristo se opor ao mal. Eles amavam o inimigo e criavam dentro da sociedade injusta, uma comunidade pacifista, solidária, fraternal, igualitária, comunista e mutualista.

Esta comunidade era a visível e tangível alternativa proposta pelos discípulos de Jesus. E era efectiva. Sem violência. A cada dia, amando o inimigo e criando a comunidade de amor mutuo dos discípulos, perversos e injustos senhores ricos convertiam-se e libertavam seus escravos, conforme suas mentes eram emancipadas do pecado, diante da pregação-vivência da Palavra na comunidade. É neste sentido que Paulo pede que os romanos sejam sujeitos ás autoridades, no sentido de evitar rebelião.

A palavra de serem sujeitos é no sentido de não se rebelarem contra o estado com violência. Sujeitem-se: oposto de não se rebelem. Mas não era subserviência. Era não querer mudar as coisas com violência, porque esse não é o caminho de Deus. Seria um violento a substituir outro violento. Tinha de haver revolução nas consciências. Por vezes boicotavam o estado, como quando não incensavam ao imperador como deus. Sobretudo criavam sociedade alternativa dentro daquela sociedade opressora. Entre eles todos eram iguais e cuidados. Paulo apenas quer evitar a violência que não é do Reino e evitar assim a rebelião e consequente massacre.

Spartacus mostrara já que Paulo tinha razão. A revolta judaica de 66 d.C. veio a mostrar o mesmo. A história já provara que os profetas tinham razão. Deus não usava mais seu povo para punir os impérios opressores. Doravante Deus usava novos impérios para punir antigos impérios, usando Deus a espada dos impérios para aplicar sua justiça, mesmo quando a maioria das vezes esses imperadores não tinham a consciência do persa Ciro, de estarem a ser usados por Deus. Este é o contexto de Romanos. E este deveria ser o contexto hoje da verdadeira anarquia, quando há várias anarquias e várias formas de lutas que pretendem o justo socialismo.

Mas a rebelião, ainda que com razão, só produz novos opressores. A emancipação tem de ser pacifista. Gandi e Martin Luther King Jr já o provaram. Mas só faz esta revolução quem tem o Espírito. A luta violenta contra o violento, é apenas luta de violentos. Só naqueles em quem habita o Espírito é possível imitar Jesus, encarnar o sermão do monte, conforme Jesus ensinou, conforme fez a Igreja primitiva, conforme fizeram os pacifistas anabatistas, conforme Tolstoi ensinou a Gandi e conforme Martin Luther King Jr aprendeu destes.

Não é pela força nem pela espada, mas pelo Espírito do Amor. Querer implantar a justiça do Reino sem Jesus, sem o Espírito do Amor, é bolchevismo sangrento donde vem stalinismo, e outros semelhantes maoismos.  Querer implantar a justiça do Reino pela própria força, com revolta violenta, é farisaismo, é querer o Reino à força, conforme Jesus afirmou que têm tentado sempre. É apenas a farisaica justiça própria, a defesa do próprio direito, com a força, odiando e matando o inimigo opressor. Não fez assim connosco Deus. Não fizeram assim os ilustres que viveram o Reino que atrás citei. É pelo Espírito, não é pela força do braço, nem pela justiça própria. É pela loucura do amor ao inimigo. Mas isto pouca gente quer. Afinal muitos são os chamados e poucos os escolhidos. Aqueles que discernem a pacifica, verde, fraternal, solidária, mutualista e comunal anarquia do Reino, são esses poucos que gritam: não pela força nem pela espada, mas pelo Santo Espírito apenas...



sábado, 24 de outubro de 2015





Nenhuma "igreja" nem nenhum chefe de "igreja" é intermediário entre Deus e os homens! A Igreja é o conjunto de pessoas que têm como exclusivo intermediário entre elas e Deus a bendita pessoa de Jesus Cristo!




terça-feira, 21 de julho de 2015

Evangelho de verdade é a chegada do Reino de Deus

O que aprendi com mais luz, nos ultimos anos com Padilla, que anunciou a missão integral da Igreja, no congresso mundial de evangelismo, em Lausanne, na década de 1970, na presença de Billy Graham e John Stott - A proposta da pregação da Boa Nova (Evangelho), é a da chegada Reino de Deus à Terra, conforme fez Jesus. 



Pelo que sendo assim, segundo Jesus, o Evangelho como Boa nova da chegada do Reino de Deus á Terra, não é apenas uma mera proposta de salvação da alma dos indivíduos, que salvos devem obedecer a uma liturgia e mudar seus comportamentos.
Também nem é apenas a proposta da mera salvação do corpo doente do individuo litúrgico; nem de meramente dar um passaporte ao individuo para no futuro ir para as nuvens do céu de um Olimpo cristão.

Apesar de ser isto dito acima, o Evangelho é muito mais que isso, pois o Reino pregado anuncia a Palavra do Cristo que salva os indivíduos na dimensão física sim senhor, na dimensão psíquica sim senhor, mas também na dimensão social do individuo, e sobretudo o Reino proclama a chegada da comunidade-sociedade de Deus que vive em comunhão total, cuidando igualmente de todos, sem necessitado algum, tendo todos o mesmo valor. 
Tal comunidade do Reino confronta com seu modo de ser a sociedade caída do mundo onde se insere, como a primitiva em Jerusalém, alem de denunciar as injustiças da sociedade-estado.

 Portanto o Evangelho é a chegada do Reino de Deus, de uma nova comunidade, de uma cidade de Deus que desce à terra através do Cristo em sua Igreja, que é uma comunidade que vive em completa oposição de essência-valores, em relação à sociedade mundana; positivamente criando a comunidade solidaria, sem deixar de denunciar o que está errado na sociedade que desumaniza e oprime o Humanidade, com a mesma agenda que tinha Cristo Jesus.

 Sim a agenda de Cristo Jesus não era andar a fazer guerra aos gays, nem apenas lutar contra o aborto, muito menos dar conforto e privilégios económicos a seus discípulos, em detrimento dos que não crêem; porque Jesus denunciava toda a forma de opressão, tudo quanto desumanizava o Homem, pondo em causa a economia mundana, criando uma comunidade de salvos que pelo Amor cuidavam de todos integralmente, num ambiente em que as pessoas eram atraídas e incluídas incondicionalmente pelo Amor e pacientemente transformadas no meio dos santos, em Amor.

 Não crêem nisto os que não crêem na Palavra, não crêem nos Evangelhos, nem no livro de Actos do Espírito Santo, o qual mostra como foi e deve ser a Igreja, a cidade que brilha sobre uma colina, para que todos vejam a comunidade conforme Deus: uma comunidade de indivíduos salvos de si mesmos pelo Amor do Crucificado-Ressurecto, que nesse Amor não podem deixar de viver em comunhão, servindo e cuidando uns dos outros, integralmente segundo o Amor, sem acepção de pessoas segundo o Amor, em igualdade segundo o Amor, sempre com a mesma graça e misericórdia que os salvou e vai salvando de si mesmos...

J.P. Maia - orando, sonhando e partilhando integralmente o que é, foi e será efectivamente a justiça, alegria e paz do Reino do Filho do Amor do Pai, a meio do ano de 2015, a meio e convulsões económico-sociais no mundo de sociedades caídas e perdidas em si mesmas, desesperadas por ver uma Igreja que seja a comunidade dos que são integral, igual e imparcialmente cuidados-amados de Deus...

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Doutrinas materialistas de prosperidade?! - Nop - Mais abençoada coisa é dar que receber




 O sentimento do apóstolo Paulo, preso em Roma, escrevendo aos filipenses, afirmando que quer na abundância, quer na privação, ele está sempre bem, podendo tudo em Cristo que o fortalece:

Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.
Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.
Filipenses 4:11-13

Entre sua primeira prisão e a segunda em que foi julgado e condenado à morte, o apóstolo Paulo teve tempo de instruir Timóteo, a fim de que este ensinasse a Igreja que a piedade não é para lucrar materialmente, mas antes é para dar, servir, como manifestações do amor, e que os ricos que querem ser de Cristo em vez de acumular, devem distribuir e facilitar a vida dos pobres, pois para isso Deus permitiu que tivessem riquezas:

Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade,
É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfémias, ruins suspeitas,
Perversas contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.
Mas é grande ganho a piedade com contentamento.
Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.
Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se trespassaram a si mesmos com muitas dores.
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.
Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.
Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão,
Que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo;
A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores;
Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.
Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;
Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis;
Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam se apoderar da vida eterna.
Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência,
A qual professando-a alguns, se desviaram da fé. A graça seja contigo. Amém.
1 Timóteo 6:3-21

sexta-feira, 26 de junho de 2015

As 7 igrejas de Apocalipse, porque Jesus em breve virá

Sim, as cartas ás 7 igrejas tudo indicam que não sejam apenas cartas descrevendo igrejas que existiam na época do apóstolo João, mas também apontam para as sucessivas eras na história da igreja. Essas eras retratam a condição geral das igrejas nessas mesmas eras, ainda que houvesse excepções.



1. ÉFESO mergulhou em um estado de apatia por ter deixado seu primeiro amor (Jesus). Cronologicamente falando representa a igreja do primeiro século, na qual já nas Escrituras é possível encontrar desvios, pois João insta Éfeso onde pastoreou acerca do amor como essência de Deus, assim como Paulo aos efésios fala de que eles não estão a entender ainda a revelação de Deus como amor; sendo que Paulo a Timóteo, que se encontra em Éfeso a orientar a igreja, recebe instruções de Paulo para combater o legalismo em Éfeso e notifica que os crentes são já amantes de si mesmos. - igreja nascente Pentecostes - 100 d.c.

2. ESMIRNA não recebeu reprovação, mas consolo por ser perseguida pelo que era. Representa o período do primeiro ao quarto século, quando a igreja sofreu perseguição dos imperadores romanos e ama Deus até á morte, com crença verdadeira, em autêntico amor incondicional a Jesus, discipulado radical. igreja perseguida - 100 d.c. - 313 d.c. (édito de Milão).

3. PÉRGAMO fez uma aliança com o mundo e suas instituições, colocando-se à sombra do poder secular. É o inicio da institucionalização da Igreja. Passou a sentar-se no trono do mundo secular, onde está o trono de seu príncipe, Satanás. Também tem no seu meio pessoas com o espírito de Balaão, que visava lucrar com as coisas de Deus fazendo tropeçar o povo de Deus em idolatria. Também tem um embrião de clericalismo (doutrina dos nicolaítas). Representa o quarto e quinto séculos, quando o cristianismo foi transformado em religião oficial pelo império romano por iniciativa do imperador Constantino. - nascimento da igreja católica em 313 d.c. (Constantino) - século V d.c.

4. TIATIRA é a expansão e domínio absoluto da idolátrica igreja católica, que ainda assim é de Deus. Tem muito amor, serviço, fé, paciência e muitas obras, porém permite o ensino errado (uma mulher ensinando idolatria e uma mulher como representação exclusiva do divino). Também se prostitui, ou seja, se corrompe e contamina em troca de favores, na ausência da graça do Evangelho, no inicio de doutrinas em que a salvação e os favores divinos são supostamente comprados por obras e dinheiro. Representa o período do século 6 ao 15, o domínio do catolicismo romano (a "mulher" - igreja - que ensina e estimula idolatria). Vai até o advento do protestantismo. crescimento e expansão do catolicismo, sendo cerca de um milénio, um milénio com características anti-Cristo, por pretender ser a consumação do Reino de Deus sem o ser. - ´seculo V d.c. - século XV d.c.

5. SARDES tem nome de que vive, mas está morta. Parece ter feito coisas boas, mas também se deteriorou por ter se afastado do que tinha recebido e ouvido e não ter acabado de matar as coisas católicas, ficando-se apenas pelo traduzir da bíblia e pela limpeza da idolatria com pregação de salvação pela graça de Deus. Mas não reformou aquilo que deve ser a Igreja bíblica. Não anseia pela volta do Senhor, tanto é que será surpreendida por Ele como se fosse um ladrão inesperado. Representa o período do século 16 ao período pós reforma, quando a própria luz do protestantismo perdeu seu brilho e sobretudo porque o protestantismo manteve características católicas de hierarquia, clero vs leigos, dependência do estado alemão, como novo constantinianismo e subserviência a um trono secular, que é sempre do principe deste mundo: satanás. Da protestante sairão 2 igrejas: Filadélfia e Laodiceia. - Reforma protestante - século XV d.c. - séuclo XVI d.c.

6. FILADÉLFIA também não recebe reprovação, origina-se da igreja protestante e de outras anabatistas e outras espontâneas de Deus, caracterizando-se pela igualdade, liberdade no Espírito, ausência de hierarquias, com liderança serviçal e muito amor. Apenas recebe consolo e a certeza de que tem diante de si uma porta aberta, apesar da pouca força, porque tem apego à Palavra e ao nome de Jesus. Durante os séculos 18 e 19 ocorreu um reavivamento e um resgate das verdades há muito esquecidas, como o arrebatamento da igreja e a importância do nome do Senhor como centro de reunião. É também a igreja dos reavivamentos históricos com missões, é frágil e vulnerável, confiando por isso não em si mas sim no Senhor. - século XVI d.c. - até ao arrebatamento.

7. LAODICEIA é também originaria da protestante, sendo o oposto de Filadélfia, pois enquanto Filadelfia se torna melhor que Sardes, Laodiciea torna-se ainda pior que Sardes, com suas doutrinas legalistas e de prosperidade, com muita arrogância, falta de humildade e singeleza e completa ausência de generosidade e fervor pelas missões. Tem tudo de mau e nada de bom: mornidão, justiça própria, interesse em lucro, contaminação (por isso é exortada a comprar vestes brancas). O Senhor está do lado de fora buscando a comunhão individual, já que colectivamente Laodiceia é um desastre (o versículo "estou à porta e bato" é muito usado em evangelismo, mas ali não se trata de evangelismo e sim de resgate da apostasia, pois fala de comunhão com alguém que já crê). Laodiceia representa os últimos dias e o início da apostasia. - Século XX d.c. - até ao arrebatamento.

 O arrebatamento vem tipificado em seguida, no capítulo 4:

Apocalipse 4:1-2  Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono.

Em Apocalipse, Jesus tem 7 igrejas, sendo que algumas são parecidas ao catolicismo, cheias de idolatria e sentadas onde se senta satanás, que é no trono do poder político e secular institucionalizado! Estas igrejas são Pérgamo e Tiatira! Jesus denuncia o mal nestas igrejas idolátricas, mas reconhece também o bem e as boas pessoas que lá se encontram, com fé, amor e serviço aos santos! Depois constatamos isto na vida e história, vendo Francisco de Assis, Dorothy Day, Pre Antonio Vieira, Mdre Teresa, entre muitos outros!

Também temos igrejas mais ortodoxas, institucionalizadas também, como Éfeso e Sardes, cheias de zelo doutrinal, mas sem amor, farisaicas, necessitando de confirmar a morte do ego; mas com gente boa lá dentro com amor e fé, reconhecidas e honradas por Jesus. Assim constatamos também na vida valentes protestantes como William Willberforce, Martin Luther King Jr, Bonhoefer, entre outros!

No entanto temos também igrejas como Esmirna e Filadélfia, que são igrejas sem repreensões, sendo por isso o modelo da igreja sadia, necessitando apenas de profecia que console e encoraje a não desfalecer! São igrejas simples, singelas, missionárias, fraternais, desinstitucionalizadas, sofredoras, generosas, sem glamour nem marketing, igualitárias, livres, sem elites... Assim se têm levantado alguns movimentos na história e pensadores como Tolstoi que impactou a vida de Gandhi e Martin Luther King Jr e posteriormente as sociedades americanas, indianas e sul-africanas...

Então o nosso modelo deve ser Filadélfia e Esmirna, as desinstitucionalizadas e fraternais!
No entanto como Jesus denunciamos o mal nas igrejas como Éfeso, Tiatira, Pérgamo, Sardes e Laodiceia – a carismática da prosperidade e mamom! Mas como Jesus também, reconhecemos o bem que há nestes meios e a gente boa com fé, amor e serviço aos santos! Jesus o reconheceu, a história o comprova e assim devemos ser nós!

Ora quem me conhece sabe que digo isto primeiro para mim e depois para meus manos: Devemos reconhecer o bem e o mal, alem de que digo isto em geral, pois no geral temos a tendência de ver apenas o mal; sendo ainda que quando quero dizê-lo de alguém especifico, digo a essa pessoa pessoalmente sem mandar recados, mas quando o invoco genericamente, é isso mesmo que faço, limitando-me a constatar a nossa tendência caída que só vê mal.

Quem me conhece sabe que assim sou e sabe como testemunho que padeci desse mal do protesto de ex-protestante!

Deus nos ajude a ser desinstitucionalizados e a perceber que devemos lidar directa, assertiva e amorosamente uns com os outros.

Tratamos do geral em geral, sem nomes, assim como do privado em privado, com os próprios se for o caso, pois assim é o Amor!

No demais é perdoar-mo-nos 70x7, que é numero em Daniel que representa toda a história futura da humanidade, ou seja, devemos perdoar sempre enquanto houver humanidade e história da humanidade, até que a história acabe quando Jesus voltar!

Visto isto amemos-nos uns aos outros, vejamos o mal e vejamos o bem. Sobretudo vejamos o bem, sem deixar de ver o mal que oprime a muitos!

Sejamos varonis e exortemos-nos privada e pessoalmente uns aos outros, sem hierarquias, sem pseudo sumo-sacerdotes intermediários! Não cedamos lugar á carne e institucionalidade, que não chama as coisas pelo nome e se usa de intermediários!

Maninhos, amemos-nos porque o amor é de Deus!Ele está prestes a voltar!

Apocalipse 4:1-2  Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono.